Apagão, 2018

Na passagem para o século XX, um teatro escuro poderia ter sido chamado de "wagneriano", referenciando o compositor alemão Richard Wagner. Foi para criar uma maior atenção ao que se passava em cena perante os olhos do espectador que Wagner escureceu a plateia, através dos avanços eléctricos nas luzes para teatro, evitando assim que o libreto da ópera fosse lido e consultado durante a récita. Esta escuridão permitiu uma maior imersão do público no espectáculo e a exploração de efeitos ópticos e ilusões que deram origem ao teatro negro, que explorava o desaparecimento de corpos e objectos sobre um fundo negro que enganava o olhar. Antes disso, o teatro era um espaço para ver e ser visto, dois objetivos que muitas vezes estavam em conflito. Em APAGÃO queremos não só retirar a luz da plateia - como fez Wagner - mas também a do palco que tradicionalmente se ilumina perante o espectador.




Criação e interpretação: David Marques & Tiago Cadete
Desenho de luz:
Rui Monteiro
Fotografia:
José Carlos Duarte
Assessoria de imprensa:
Mafalda Simões
Produção:
Parca
Co-produção:
Temps d’Images e Citemor
Residências:
Espaço do Meio, Eira – um lugar para a dança, Negócio/ZDB, Citemor


8,9,10 novembro 2017
Lisboa(PT) NEGÓCIO-ZDB Temps dimages

23 novembro 2017
Montemor-o-velho(PT) Teatro Esther de Carvalho-Festival Citemor

23,24,25,26 Maio 2018
Lisboa(PT) NEGÓCIO-ZDB

4 novembro 2018,
Rio de Janeiro (BR) Espaço Cultural Sérgio Porto

1 novembro 2018
Sorocaba (BR) SESC Sorocaba

25 - 26 outubro 2018,
São Paulo (BR) SESC Consolação