Acordo ortográfico, 2019
Fac-símile e manipulação digital das primeiras páginas da primeira edição de Os Lusíadas de Luís Vaz de Camões, impressa em 1572. Neste trabalho é rescrito o início do primeiro canto dos Lusíadas, poema épico que narra os feitos gloriosos dos portugueses. Algumas palavras do poema são substituídas tentando manter os versos em oitavas decassílabas, sujeitas ao esquema rítmico fixo AB AB AB CC (oitava rima camoniana)

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Analepse/Prolepse, 2019
Manipulação digital da pintura de Oscar Pereira da Silva “Desembarque de Pedro Álvares Cabral em Porto Seguro em 1500”, o apagamento das embarcações cria uma nova temporalidade na imagem, amplamente difundida nos manuais escolares de história do Brasil.


Analepse/Prolepse
196 x 127
Impressão em Canvas
2019
Goethe Institut (Salvador)
Caixa preta (Rio de janeiro)



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X-RAY, 2019
X-RAY resulta de uma falsa encomenda de um raio x feito à pintura de Pedro II. A pintura, que se encontra no museu histórico nacional do rio de janeiro, ainda hoje guarda as marcar dos golpes de espada feitos por militares na face do imperador. Esse gesto simbólico representa o início da república através de um golpe de estado político-militar, ocorrido em 15 de novembro de 1889. Que outras camadas da história da pintura serão reveladas após o raio X?



150 x 100
Impressão em papel
2019
museu da Republica (Rio de Janeiro)



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Amazônia não é uma ficção, 2018
O trabalho começou com uma viagem que fiz na amazônia com o objectivo de tirar apenas uma imagem que represente a amazônia, depois transformei a imagem num cartão postal tentando recuperar a ideia de que no postal não é necessário estarmos nas imagens dos lugares que visitamos mas sim é o que escrevemos que lhe dá o pertencimento da viagem. Neste caso deixo também no visitante espaço para ele experienciar a amazônia através da imagem. Amazônia não é uma ficção não começa na viagem pela a amazônia nem termina neste objecto mas sim na partilha desta imagem e das ideias individuais que o visitante pode colocar. Talvez podemos enviar a imagem para um familiar ou para um político ou simplesmente colocar na porta do frigorífico.


cartão postal
2018

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Reserva Tecnica, 2017
“Reserva técnica” é uma instalação que tem como ponto de partida as reservas técnicas dos museus. De que forma podemos acessar a um arquivo que na maioria das vezes é invisível para o público? Como podemos criar uma imagem mental das obras expostas nos museus sem nos deslocarmos até ele? Quantas vezes já ouvimos falar de uma imagem, mas nunca a vimos exposta? Sabemos do que se trata, mas nunca a vimos no espaço com a sua dimensão e relação com outras imagens. A maioria dos museus, quando dá visibilidade às obras expostas, torna invisível as outras imagens que ficam nas suas reservas técnicas. Como podemos pensar as imagens apenas pela sua evocação? Que imagem mental é criada no observador? “Reserva técnica” apela a essa ausência potenciada pela descrição onde a memória do observador é ativada pela placa descritiva da imagem em falta. As imagens que podemos tentar imaginar na instalação pertencem majoritariamente ao acervo do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro onde estão expostas algumas das pinturas representativas de uma certa ideia de Brasil

áudio, placas descritivas de pinturas brasileiras

dimensões variáveis

instalação

Centro Cultural Correios São Paulo (BR) 2017














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